15 de dezembro de 2009

of closed eyes, I try to understand pain now


Uma fila. E então, logo já nem consegui ver a mesa do jantar. Contemplava apenas, mãos erguidas com formas cheias de carne recem-assada. O cheiro me causou uma vertigem, segurei firme para não correr e ir lá. O esposo da minha prima levantou e foi se servir, voltou com dois pratos para eles. Restou eu e uma garota, meiga, simpática e gordinha. Mas ela que se chama Michella, também foi. -Tudo bem, pensei comigo, quem sabe uma dor de estomago? Ou talvez não estou com fome...


Não funcionou. Logo minha prima perguntou: e você?


Dois pedaçinhos de carne, uma concha de arroz e muita salada para fazer volume. Já ia me sentar, quando um diálogo rolava entre eles:


_Mas eu não acho você gorda, Michella. - disse minha prima para ela que, fez uma expressão, me dando até pena, como se dissesse "por favor não minta pra mim".

Neste intervalo, mordisquei uma carne.

_Assim como - ela continuou a falar, porém desta vez olhou para mim_ não acho a Vihh gorda, mas ela se acha, não é?

Concordei com a cabeça. Era o que eu gostaria de ouvir enquanto estava tentando comer como uma normal? Claro que não! Isso me desfez por dentro, me lembrou de que preciso emagrecer. Para ela foi fácil dizer isso, magérrima, contradizendo a si mesma, pois a uns meses atrás ganhou uns kilos e ficou louca... Abandonei o prato.

De repente alguém gritou: O BUQUÊ! Ahhhhhhhhh não... (murmurei). Quase fui arrastada pelas solteiras e encalhadas de plantão. Coloquei a mão na cintura e nem me dei o trabalho de tentar pegar, enquanto quase se esbofetiavam por algo simbólico. Depois de tudo isso, fui para fora respirar um ar puro. É... o dia tinha sido ruim. Estava caindo um chuvisco capaz de transformar meu cabelo numa verdadeira juba. Meu vestido estava sujo por causa da minha irmãzinha. Sem falar que, aqueles que meses atrás tinham me visto magra, agora poderiam fofocar sobre minhas banhas.


Uma ilha, isso que eu fiz de mim, as vezes até me dá vontade de me abandonar... Passo as horas, os minutos e os segundos tentando ser outra pessoa, me inspirando em alguém. Como um cego que busca um apoio. Mas se ainda lhe forem abertos os olhos, verá que realmente não existe apoio, apenas um monte de ilhotas, pessoas, seres humanos em redomas, em vidros.


5 comentários:

  1. Odeio festas em familia ..
    odeio toda aquela gente comentando sobre mim e
    da vida alheia e sem contar as comidas sem fim ..
    Mas como tudo passa essas festas tb passam,
    gracas a Deus.

    Relaxa que vc vai conseguir emagrecer novamente ,,
    aproveite o finalzinho desse ano p/planejar e o comeco do outro p/colocar em prática.

    BEIJOOS.

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  2. Odeio festas em família ¬¬' Eu tenho sorte de minha família não ser nada unida e não ficar fazendo festinhas XD
    Linda, te desejo muita sorte para que consiga se amar algum dia... isto é o que todas nós estamos tentando também ^^
    Tenha uma ótima semana.!





    Kisses, Roxy. ♥

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  3. aaahh familia ¬¬ sempre soltam alguma
    mas vc vai emagrecer e vai ficar linda!!e ela vai ficar de bico calado!!

    força linda ;***

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  4. valeu!
    Está linkada também gata *-*
    Ain obrigada pelo elogio :x
    tipo.. putz festas em família é foda mesmo.. mas vc consegue.
    Precisando já sabe né é só da um pulinho no meu blog ;)




    beeeeeeijos gostosos da Aubrey ♥

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