20 de dezembro de 2011

Por você, por nós, eu prometo.



Este é meu dezembro
Esta é minha época do ano
Esta é a minha casa coberta de neve
Este é o meu Dezembro
E eu...
Apenas queria não sentir
Como se houvesse algo que perdi
E eu...
Leve de volta tudo o que eu disse.
Para fazer você se sentir assim
E eu...
Retiro tudo o que disse pra você




E eu desistiria de tudo
Apenas para ter algum lugar para onde ir
Daria tudo
Para ter com quem voltar para casa.
Este sou eu fingindo
Isto é tudo o que preciso. 
[My December - Linkin Park]


Você tem razão, admiti com os olhos piscando várias vezes na tentativa de reter as lágrimas. Eu sei que estava tentando me proteger, no fundo, além do orgulho eu entendo o motivo. Realmente havia gasto mais do que pretendia com presentes de natal e outros. E não poderia participar do amigo oculto com os seus amigos, devido o valor mínimo ser relativamente alto. Na hora doeu um pouco, mas a culpa não é sua, pelo contrário te agradeço por cuidar de mim. As dificuldades me ensinaram até onde eu posso ir. Antes, provavelmente isso me ofenderia, hoje convivo muito bem com a minha realidade.


Quando pequena, não entendia muito bem o porquê de algumas crianças trazerem coisas deliciosas naquelas lancheiras coloridas e, eu ter de desembrulhar a sacola do mercado com pão e ovo frito dentro, ainda por cima aturando a zombaria dos colegas. Na saída, os pais vinham buscar seus filhos de carro. Sentada, gentilmente a vigia conversava comigo até o meu avô aparecer atrasado de bicicleta. Com os anos, fui compreender a razão de eu e minha irmã não ganharmos mesada. Ao invés disso, saíamos para vender artesanatos de porta em porta.

Então aprendi a me privar de certos luxos. O dinheiro já significava um monte de termos adultos, mesmo aos meus onze anos. Quando desejei ter, descobri que meus pais não poderiam me dar. Comecei a me virar, ainda que quisesse cuidado, ainda que ansiasse por dependência. Minhas colegas de turma se reuniam à tarde para passear o shopping, lá elas gastavam o valor que ganhavam. Eu ficava trabalhando. Não acho que isso tenha sido ruim, pelo contrário, contribuiu muito para o que sou hoje.

Não deixei ninguém mais cuidar de mim, achei que não precisasse. Até você me provar o contrário, por isso às vezes me assusto com seu conformismo. Quando você não insiste. Entenda eu não quero te mudar. Por favor, só não aceite meu mau humor, não aceite a distancia, a frieza ou a indiferença. Farei o mesmo por você, por nós, eu prometo.   

10 comentários:

  1. adorei esse texto,nossa como vc escreve bem, saiba que tudo que passamos nos faz aprender que podemos ser grandes pessoas,se cuida

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  2. Nuss, seu blog é perfeitoo!

    Já sigo há tempos!
    Seria uma honra enorme para mim se vc pudesse visitar meu blog também.
    Dê sua opinião sobre meu espaço =)
    Obrigada desde ja

    Feliz Natal!
    Bjo grande

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  3. Forte tudo isso...bem carregado e bem definido!!

    Feliz Natal e Ótimo 2012 para você!

    []s

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  4. oi tbm já passei por isso e sei como é ruim
    eu já vendi sorvete salgados verduras na rua
    sei bem como é complicado vc querer algo e n ter dinheiro rsrsr mts das vezes ir no similar
    bjs

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  5. Gotas de felicidade...Sentimentos de amor...É disso que sinto meu coração transbordar, ao vir no teu espaço, sentir sua poesia, viajar no teu compasso...Beijos&Carinhos minha querida, Boas Festas pra você.

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  6. Eh, quando nos acostumamos a ser independentes esquecemos que as vezes precisamos (e queremos) de alguns cuidados, mas não se afaste das pessoas que te amam, mesmo que pareça difícil, elas fazem muita diferença.

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  7. Não tenho o que dizer, flor, não me atrevo a falar qualquer palavra frente a isso, uma realidade dura e fria que eu desconheço.

    Te admiro, viu?

    Um beijo.

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  8. Ótimo texto, muito forte.
    Não direi que entendo o que é essa realidade, pois por mais que minha mãe tenha tido uma parecida, eu não tive, mas admiro quem teve e sobreviveu a ela sem precisar mentir para sobreviver.

    Gostei de vc e vou te seguir ok??

    Beijos

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