20 de setembro de 2012

Desmitificar o amor



Quando eu queria acabar com o assunto e a minha resposta de sempre não funcionava, então eu suspirava, revirava os olhos e afirmava com todas as sílabas que eu na verdade não queria casar e, nem muito menos ter filhos. A pessoa (geralmente uma tia sem assunto durante uma festinha familiar) ficava chocada. Parecia ter presenciado o maior pecado do mundo. Sua expressão se assemelhava com a de alguém que avistou um foragido da policia dentro do supermercado.

Dava certo. A conversa morria aí. Minutos depois a pessoa estava assaltando a mesa de salgadinhos e o debate geral agora era o próximo paredão do Big brother Brasil. Porém, certa vez, me disseram “Vai aparecer alguém que te fará mudar de ideia”. Na hora devo ter esboçado um sorriso incrédulo, mas depois em segredo desejei pensei sobre aquilo. Cabeça no travesseiro e o sono demorando a travessia do oceano até a minha cama. Será?

Infelizmente, eu  sempre me encaixei perfeitamente no grupo de pessoas que fazem pose de autossuficientes, mas que no fundo adorariam desfilar de mãos dadas por aí com o sujeito do seu predicado. Entretanto, eu tenho meus motivos: diversas separações na família, traições (mulheres convivendo com os seus cônjuges cientes da existência de amantes), dificuldades financeiras etc. A palavra MEDO não é verbo, mas conjuga tudo isso. 

Eu só não queria o tipo de "amor" que via jogado no "quartinho de entulhos" lá de casa. Alguém deveria ter me avisado para não desejar um sentimento igual ao dos filmes e livros. Fazer isso é cavar sua própria cova, sem hiperbolismo. É querer terminar como aquela "tia-encalhada" que come por ela e o seu namorado fictício.   

8 comentários:

  1. Oi dê uma olhada em nosso blog!
    Temos muitas coisas ineressantes!
    bjinhos
    http://saltoaltobrechovirtual.blogspot.com.br/

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  2. Credo!também faço parte desse grupo que parece autossuficiente,mas no fundo quer um cafuné.

    Minha família também não é feita de boas relações no quesito casais,mas mesmo fingindo não estar nem ai pra isso no fundo sempre penso "e se...",bem tudo tem seu tempo né,enquanto isso vamos ter forças e continuar lutando♥
    beijoos

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  3. No fundo eh fato , sem excessoes todos queremos o amor.

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  4. A Menina não podia voar porque não tinha asas no corpo . E não tinha asas na alma . As asas da alma se chamam coragem . Coragem não é ausência do medo . É lançar-se , a despeito do medo . “( Rubem Alves )

    (re) coloco aqui esse texto de Rubem Alvez que está no topo ta tua página.

    [Assim é o amor Tb!!] Lançar-se... Há medo? Sim! Mas é preciso coragem.

    Bj.

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  5. Oi querida, todo relacionamento na minha opinião tem todas as fases as boas e ruins e a vida, se e forte vai resistir se e fraco vai acabar, agora saber que esta sendo traida e fingir que não esta vendo isso pra mim e ser masoquista.Bjss

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  6. Olá!
    Gostei desta leitura. Faz lembrar a mim mesma quando pensava em não casar e não ter filhos, mas aos 21 anos me casei e aos 24 tive meu primeiro filho. A vida a dois realmente é muito difícil, meu casamento durou 14 anos e os frutos deste são duas filhas as quais são uma benção de Deus.

    Bjo, sertaneja.

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  7. Bah, Vihh, tu sempre acaba falando por mim, rsrs.
    Penso mesmo assim, sonho com romances de filmes e livros, esquecendo que isso não existe, é puro conto de fadas, e que se continuar assim, termino gorda e sozinha.
    Mas a gente vai vivendo...

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  8. A verdade é que queremos ser bons suficientes sozinhos, com toda pose para a sociedade, quando nossa alma está implorando por carinho e atenção! ):

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