26 de novembro de 2012

Quando a dor não tem cor

"Quando se vê, já são seis horas…
Quando se vê, já é sexta-feira… 
Quando se vê, já terminou o ano… 
Quando se vê, passaram-se 50 anos…" - Mário Quintana.
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Vamos, deixa eu fazer chover lágrimas na sua blusa. Afinal, você é o único que tem a permissão de me ver assim tão vulnerável. Agarro-me a você, como se fosse o último bote salva-vidas de toda essa embarcação. Não sei qual ponta do iceberg abriu essa enorme fenda no meu peito, por onde as emoções estão vazando lentamente, igual a um rio tomando outro leito. Mas, espero que elas não afoguem, nem arrastem mais ninguém para longe de mim.

 Gostaria muito de saber qual a causa de tudo isso, ensaio uma explicação convincente, porém quando movo os lábios para soltar alguma palavra, minha boca aberta é noite, repleta de imensidão vazia e escura, um céu sem estrelas. A realidade é uma onda vindo na minha direção, tento fugir, porém acabo na contramão. Ouvi dizer que de uma hora pra outra a maré acalma, imagino ser neste exato momento que os estragos vêm à tona. E então você pode calcular o quanto precisa de reparos.

4 comentários:

  1. É triste te ver assim :/ Fica bem, não por mim, mas por você... VocÊ merece o melhor dessa vida

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  2. Nessa hora, pede colo para Jesus. Ele nos entende, nos consola e nos conforta. Fica com Deus! Bjus

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  3. Impressionante o quão belo é esse seu texto. O seu sentimento expresso de uma forma tão magnífica!

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