14 de janeiro de 2013

Recesso de fim de ano.



Quando sobrevoávamos por entre as nuvens, gostei de imaginar toda aquela imensidão branca e fofa com algum gosto doce que se dissolve na boca. Era a primeira vez em que eu entrava em um avião. Pela janelinha eu via a minha cidade inteira foi se transformando numa maquete, cada vez menor, menor, menor... Até desaparecer. Tive a ilusão, de que se os meus problemas não embarcassem, se por um momento eles vacilassem não pegando carona no meu pensamento, eles também poderiam deixar de existir quando a turbina começasse a girar. Eu me apaixonei pelo mar, simples assim. Suas ondas vinham e lambiam a beirada, como se quisessem engolir tudo que estivesse no seu caminho. Era tudo tão lindo, que eu tinha a impressão de que estava sendo perdoada sem pedir perdão. Simplesmente não merecia tudo aquilo.


2 comentários:

  1. A sensação de voar é muito especial, por alguns segundos eu realmente conseguia encontrar plena paz de espírito. Me concentrava apenas naquele momento e esquecia dos demais problemas que tentavam me tirar desse transe especial. Como é bom voar! Eu vi a cidade de longe e fiquei encantada com tudo que vi... o mar era mais limpo após alguns quilômetros, era magnífico. A cidade era bem mais linda do que eu pensara Comecei a enxergar o lugar pelo qual eu realmente pertencia. A única coisa que me faltava naquele momento era os meus amigos, para a minha felicidade ficar completa! Bjs

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