23 de setembro de 2013

Nem sol, nem chuva, sou esse tempo nublado.




Eu quase não me reconheço no espelho. Quem é você afinal? Deixei de querer tantas coisas só para me adaptar a você, para obedecer aos seus requisitos, tanto que eu me perdi e não sei há quanto tempo estou assim. Te fiz essencial, o inclui em todos os meus planos, inclusive naqueles que secretamente todos têm para uma vida inteira. Me  joguei – sem medo de enlouquecer, no abismo buraco negro dos teus olhos e ainda estou caindo lentamente. Eu fui para dentro da sua vida, cortando alguns pedaços para caber direitinho.   

Poderei contar a quem queira saber que, um grande amor já me tirou a vida várias vezes, mas, o sorriso dele me salvou.  Posso falar sobre o fato deste sentimento não aceitar meio termo, funcionando como uma gangorra de extremos: ora se está no céu, ora no inferno.   
"Não estou feliz nem triste. Eu simplesmente não estou neste momento. Entrei naquele patético e lento período de ver as coisas com outros olhos, adquirir manias de limpeza para me ocupar e me acostumar novamente com a maresia e a incerteza [...]" - Lucas Simões

6 comentários:

  1. Amei o pequeno texto... e o final então é muito bom...
    beijos ...

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  2. Texto lindo, aconteceu algo parecido comigo.

    A citação do fim definiu toda minha existência.

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  3. Eu sempre creio que o problema é cortar-se para caber direitinho, mas quem nunca o fez?

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  4. Garanto que não foi a única fazer isso. Quando amamos, nos adaptamos um ao outro.
    Adorei o texto, já estou seguindo.
    beijos

    http://mylife-rapha.blogspot.com

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  5. Da vida, dos seres, do amor... né?

    Abraços! Obrigada pelo carinho da visita e do comentário.

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