10 de fevereiro de 2015

No limbo


Então, o que você vai fazer
Quando o mundo não orbitar em torno de você?

Não é divertido?
Viver no mundo real
Não é bom?
Estar sozinho

De onde você é?
Você pode ser a pessoa que está conduzindo as coisas
Bem que você poderia tocar sino de alguém
Para conseguir o que deseja
Você vê que é fácil ignorar o problema
Quando você está vivendo em sua bolha

Então, o que você vai fazer
Quando o mundo não orbitar em torno de você?
Então, o que você vai fazer
Quando ninguém quer brincar com você?
(Ain't it fun - Paramore)


Por esses dias tenho pensado em voltar a morar com a minha mãe. Eu devo ter dito em algum momento nestes anos de postagens que ela foi embora de casa quando eu tinha dezesseis anos. Hoje ela afirma ter desejado deixar o meu pai antes mas, esperou eu e a minha irmã termos idade suficiente para cuidarmos de nós mesmas. A partir de então, minha mãe era sempre "a visita" e a sua casa, um lugar para ir de vez em quando, a qual por muito tempo não cogitamos mais voltar. Tínhamos a impressão de não ter espaço mais para nós em sua vida. Porém, dias atrás ela me chamou para morar com ela. 

Minha irmã e eu sempre dividimos um quarto. E só quem passou por isso sabe como pode ser bom e ruim. Por exemplo, no frio, não dispúnhamos de muitas cobertas, então juntávamos nossas camas na tentativa de nos aquecer melhor. Ou, então quando o medo surgia após um pesadelo e após assistir aquele filme de terror. Por outro lado, o espaço sempre foi reduzido, havia - e ainda há, as brigas por causa de quem mexeu nas coisas de quem. Enfim, meu coração inflou diante da possibilidade de um espaço só meu, onde eu possa decorar da forma que eu quiser. 

Parece imaturo querer isso agora, quando a minha rotina suga praticamente quase todo o meu tempo, quando saio de casa antes das seis da manhã e volto perto da meia-noite. Mas, esta mudança, ou a ideia dela, significou desde o principio mais do que um deslocamento físico, simbolizou uma passagem, um recomeço para algo melhor. É como se finalmente eu tivesse tomado coragem para mudar. Achei ser disso que eu precisava, botei tanta fé numa ação, para se frustrar com a realidade. 

Eu me acomodei na casa da minha avó, é verdade. E ela me ajuda bastante. Tenho receio de mudar e não ter o mesmo nível de liberdade na casa da minha mãe, apesar de no fundo acreditar que lá em questão de melhoria de vida, significaria um avanço grande. Estou perdida novamente, sem saber o que fazer. Dando voltas, sem chegar à lugar nenhum. 


Um comentário:

  1. É para quem tem uma vida que não para em casa, muitas vezes dá uma vontade enorma de voltar para a casa dos pais. Em contraposição a readpatção é muito dificil.

    Eu moro sozinha as vezes tenho vontade de voltar, é tão dificil.

    As escolhas nos sufocam por vezes.

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