31 de julho de 2015

Resenha: A Casa do céu - Amanda Lindhout e Sara Corbett




Vou aproveitar que a história de Amanda Lindhout está bem fresca na minha cabeça e falar sobre ela. Não sei por que demorei tanto para ler a A casa do céu, simplesmente acontecia de eu começar e naufragar no prólogo. Então com as férias e a oportunidade de finalizar algumas leituras pendentes, resolvi dar uma chance. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Sinceramente? Faz muito tempo que um livro não me tocava de maneira tão profunda.  
Na sinopse, além dos diversos depoimentos positivos, consta o seguinte: 

"O relato dramático e libertador de uma mulher cuja curiosidade a levou até os lugares mais bonitos e remotos do mundo, seus países mais instáveis e perigosos, e também a passar quinze meses em um angustiante cativeiro - uma história de coragem, resiliência e beleza." 

Nos primeiros capítulos, conhecemos Amanda. Ela começa nos contando sobre sua infância marcada pela violência e outros problemas familiares. A paixão por desbravar lugares desconhecidos teve inicio ainda quando criança, ao folhear as páginas de revistas National Geographic. Seu modo de fugir da realidade era se imaginar naqueles locais exóticos. Toda a sua vida dali em diante seria movida por essa vontade. Depois fui apresentada a uma Amanda adulta e cheia de projetos de viagens, logo me identifiquei muito com ela, juntando dinheiro para realizar seus sonhos. 

Uma das melhores coisas em que alguém pode acreditar sobre o mundo é que sempre, não importa como, há alguém que vale a pena querer ter ao seu lado. - pág. 55

Tudo começa a partir da primeira viagem, e desde de então ela não para mais.Quem gosta de viajar sabe bem como é isso. O livro é repleto de romance. Sim, mas não digo os romances e paixões que você poderá encontrar também em algumas páginas, mais do que isso é um  romance de Amanda com a vida. Tão poético, profundo e inspirador. Se você tem um fraco por chorar, se prepare.  Eu senti muita ansiedade, às vezes até me iludia indo contra a sinopse e acreditando que ela não seria sequestrada na Somália. Mas, depois do seu sequestro eu só conseguia ficar angustiada, sentindo um misto de sentimentos que variavam a cada página pelos personagens. 

Só para se ter uma noção da profundidade da história, tinha dias em que eu pesquisava sobre ela na internet apenas para confirmar que ela já estava bem, por que o que ela sofreu ninguém deveria sofrer. Se estiver em dúvida, leia, você não vai se arrepender. Caso goste de autobiografias, assim como eu, esse é perfeito. 


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