11 de fevereiro de 2016

Reconhecer não é desistir



Aquela voz. 
Hoje pensei nela. No quanto ela está presente, mesmo que eu não a queira mais. É a voz da culpa. Talvez você tenha uma também ai na sua cabeça, ditando sentimentos e ações, então sabe como é. Não me lembro exatamente quando foi que eu a permiti entrar e ficar. Para mim, essa voz é um eco de todas as palavras que escutei durante toda a minha vida. 

Principalmente em relação a comida. Com certeza em relação a ela. Nada mais chato que você estar comendo, por exemplo, aquele doce tão desejado e... No seu íntimo ouvir "não deveria estar comendo isso" ou, "por isso não emagrece" e ainda "você vai precisar compensar isso depois". Parece loucura. Mas acontece e não só comigo, é mais comum do que se imagina! 

A verdade é que me cansei desta voz. 
É ela quem me diz que não serei capaz de aprender a dirigir quando estou sentada diante do volante.
Então eu sinto medo. E o medo me faz querer parar. Isto está tão entrelaçado dentro de mim que, preciso me perguntar se realmente não quero fazer algo ou simplesmente estou com receio de errar. Tem sido difícil distinguir. 
O medo te prende num lindo e confortável lugar chamado zona de conforto. Sair é como aprender a andar, primeiro você engatinha, depois se apoia e por fim se levanta. E cai várias vezes durante este percusso.

Estou fazendo um caminho de volta para mim.
Preciso antes de tudo me respeitar. 
Saber das minhas limitações. Sim, isso significa aceitar que eu não tenho perfil para ser popular. Que quase sempre eu prefiro livros a pessoas. Não, eu não vou chegar aos 47 kg (absurdos) que eu planejei um dia. Tudo bem terminar a faculdade perto dos trinta e não ter uma vida estável depois disso. 

Mais importante de tudo: Reconhecer não é desistir.
Como diz Bial "Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: Usem o filtro solar!" Deixo abaixo o vídeo desta música. Sempre bom rever.
Beijos







   

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