14 de maio de 2016

O amor é sempre a melhor escolha



Eu não sou mais como antes. 

Algo mudou. Eu, assim como muitas pessoas, pensei que estava presa num redemoinho, sendo levada para um caminho de autodestruição sem conseguir lutar. Cheguei a acreditar que não poderia fazer nada para mudar. Como passar o dia inteiro pensando no seu peso e achar isso absolutamente normal? Horas, minutos e segundos planejando qual a melhor forma de se punir, de se maltratar, de se ferir.


Nunca nos foi ensinado a curtir a nossa própria companhia. A nos aceitar como realmente somos. Sempre ouvimos sobre como devemos amar o outro, sobre como Deus nos amou, sobre o amor de mãe. Mas amor próprio? Isso não é coisa de quem acorda cedo para aplaudir o sol, de quem puxa um beck, daquelas pessoas estranhas, uma utopia?

Se você não  está pilhado atrás de toda forma de perder peso, algo está errado! Isso é uma desculpa para comer o que quiser, ser acomodado (eu mesma já partilhei desse pensamento absurdo). Se você não participa do clube dos que trabalham freneticamente, oito, nove, dez, doze horas por dia, você nunca será bem sucedido, realizado... E isso remete ao meu pai - um homem que, segundo a minha mãe, nunca gostou de trabalhar. Minha mente fechada pensava exatamente como planejou o sistema capitalista: não importa com o que, nem como, se você gosta ou não, você tem de trabalhar! Demorei a entender, infelizmente que ele - meu pai, nunca se encontrou realmente numa profissão.

Gostaria que alguém tivesse me falado lá trás que, a partir do momento que eu me tratasse com mais carinho, prestasse mais atenção em mim, parasse de tentar me agredir e me fazer sentir pior, as coisas iriam começar a melhorar. É um caminho longo, às vezes você tropeça numa pedra e acha que encontrou um muro. Realmente não é uma coisa que vá  se finalizar como num filme. Você precisa entender isso, para suportar os dias cinzas.

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